Psicóloga Joicy Ribeiro

Ou amamos ou adoecemos

Narcicismo

Freud utilizou alguns mitos na construção da psicanálise.
Um deles foi o de Narciso, um homem que se apaixonou
pela própria imagem…

Quando nascemos, não temos ideia do nosso corpo. Chegamos à vida em total desamparo, precisando de um outro que nos ame para nos manter vivos. E, a partir disso, passamos a acreditar que somos tudo o que aquele outro precisa.
E então, nos amamos também.

Mas, no decorrer da vida, é importante entender que não somos tudo o que o outro precisa, que não somos especiais, que somos faltantes, incompletos, furados, somente mais uma “bolacha do pacote”.

E perceber isso é ter nosso narcisismo furado. Somente ao olhar para além da nossa imagem é possível amar outras pessoas. Porque, se suponho saber tudo, ter tudo… o que me interessa no outro?
Não se trata apenas do amor romântico, mas do quanto é o outro que nos salva de nós mesmos…

Mas e o mito? Bom, em todas as versões ou Narciso adoece, morre ou se afoga na própria imagem e é isso que Freud quer escancarar, ou amamos ou adoecemos.

Joicy Mayra Freitas Ribeiro
CRP 11/23643
Psicóloga

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